Convidada Especial

Vera Eunice de Jesus

Vera Eunice é professora da rede estadual e municipal de São Paulo, filha da escritora Carolina Maria de Jesus. Formada em Letras, pedagogia e psicopedagogia, integra o conselho editorial responsável pela publicação das obras de Carolina, ao lado de Conceição Evaristo e pesquisadoras. Carolina deixou seis livros, músicas e mais de 20 obras inéditas.

Destaques

Amara Moira
Itamar Vieira Jr.
Jerá Poty Mirim

Amara Moira é travesti, feminista, doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e autora de E se eu fosse puta e Neca (finalista do Prêmio São Paulo). Traduziu Chuva dourada sobre mim, de Naty Menstrual, e coordenou o Museu da Diversidade Sexual em São Paulo, onde vive.

Geógrafo e doutor em estudos étnicos africanos, é autor de Doramar ou a Odisseia, Chupim (Prêmio FNLIJ 2025), Coração sem medo (2025), Salvar o fogo (Jabuti 2024) e Torto arado, sucesso traduzido para mais de 30 idiomas e finalista do International Booker Prize.

Jerá Guarani, liderança da aldeia Kalipety na TI Tenonde Porã, formada em Pedagogia pela USP, atua como agente ambiental, recuperando sementes tradicionais e áreas degradadas. Escritora, é autora de Nós (Companhia das Letrinhas) e Ju'i Poranduja (FTD), desenvolvendo projetos de restauração florestal na TI.

Jô Freitas
Patrícia de Menezes
Paulo Lins

Jô Freitas é escritora e finalista do Prêmio Jabuti 2024 com Goela Seca. Atuou em projetos no Equador, Peru, Moçambique e África do Sul, além de participar de saraus, palestras e oficinas. Em 2025 realizou sua primeira turnê literária pelo Brasil no projeto Arte da Palavra, do Sesc.

Doutora pelo Programa Pós‑Colonialismos e Cidadania Global da Universidade de Coimbra, mestre em Direito Ambiental e Urbanístico e graduada em Direito pela PUC-SP, atua há 25 anos em pesquisas e políticas públicas sobre questões fundiárias, regularização, planejamento e gestão territorial, com experiência na gestão pública e na assessoria a movimentos sociais.

Paulo Lins é poeta, romancista, roteirista de cinema e televisão e professor licenciado em Língua Portuguesa e Brasileira pela UFRJ. Entre suas publicações estão o romance “Cidade de Deus”, adaptado para o cinema com quatro indicações ao Oscar, “Esses Poetas” (poemas), com seleção e organização de Heloísa Teixeira, e “Desde que o Samba é Samba”, indicado ao Prêmio Jabuti.

Reginaldo Nasser
Sérgio Vaz
Tom Farias

Professor associado da PUC-SP e docente do Programa de Pós‑Graduação em Relações Internacionais (Unesp, Unicamp e PUC) desde 2003, é pesquisador do INEU, vice‑presidente do CEDEC e integrante do CLACSO. Lidera o GECI e pesquisa Política Internacional, com foco em conflitos, Oriente Médio, política externa dos EUA, colonialismo e pós‑colonialismo.

Sérgio Vaz é poeta, ativista cultural e cofundador do histórico Sarau da Cooperifa, movimento que transformou a periferia de São Paulo. Autor de dez livros, incluindo Coração de Criança não morre (2025), celebra mais de 35 anos dedicados à literatura. Criador do projeto "Poesia Contra Violência", já palestrou em diversos países e foi eleito um dos 100 brasileiros mais influentes pela revista Época.

Duas vezes finalista do prêmio Jabuti é carioca, jornalista, escritor e biógrafo. Publicou 18 livros, entre os quais, o romance “Toda fúria” e “Carolina, uma biografia”. Dedica-se à pesquisa de autores afro-brasileiros e desenvolveu o conceito de “afrobiografias”. Colunista da Folha de S. Paulo, é imortal da Academia Carioca de Letras.

Apresentações

Dyrce Thomaz
Kelly Orasi
Luana Bayô

Dirce Thomaz é formada em Letras Português pela faculdade de Filosofia e Letras PUC-SP. Mestra em Ciências Área Humanidades, Direitos, e outras Legitimidades. Diversitas FFLCH USP-SP. É atriz, dramaturga, diretora e arte-educadora. Sua trajetória é marcada pela dedicação ao Teatro Negro e cinema na cidade de São Paulo, conectando prática artística e reflexão crítica.

Kelly Orasi é comunicadora e especialista em narração de histórias, com mais de 30 anos de trajetória nas artes orais, cênicas e escritas. Premiada pela Revista Crescer, atua há mais de 20 anos na formação de novos contadores de histórias. É curadora de eventos sobre a arte da palavra e da animação de objetos, sendo reconhecida como uma “espalhadeira” de boas histórias.

Luana Bayô é cantora, compositora e pesquisadora, mestranda em Mudança Social e Participação Política na USP. Sua obra destaca sonoridades negras em diáspora, com foco em ritmos banto no Sudeste. Tem três discos: Quarto de Despejo, Tambú (2022) e Abebé (2024). Em 2022, recebeu o Prêmio Profissionais da Música como Melhor Cantora de Samba.

Moreira de Acopiara
Slam da Guilhermina
Vaneri de Oliveira

Nascido em 1961 em Acopiara (CE), onde foi alfabetizado pela mãe, teve contato cedo com autores clássicos e a literatura de cordel. Escreve desde a adolescência e publicou mais de 30 livros, além de 400 folhetos. Entre os títulos recentes estão Lampião na trilha do cangaço, O drama de um refugiado e Dom Quixote em cordel. Desde 2005 ocupa a cadeira 05 da ABLC.

Fundado em 2012, o Slam da Guilhermina realiza batalhas de poesia falada na praça da estação Guilhermina‑Esperança, na Zona Leste de São Paulo, reunindo cerca de 300 pessoas por edição. Segundo poetry slam do Brasil e primeiro na rua, tornou‑se referência nacional. O coletivo também cria ações de formação, como o Slam Interescolar‑SP, premiado no Jabuti por fomentar a leitura.

Psicóloga com especializações em Jung, Dança e Consciência Corporal, conheceu as Danças Circulares em 1998 e integra o SemeiaDança. Atuou 26 anos na Fundação CASA e coordenou projetos no Ballet Stagium. Desde 2003 trabalha com Danças Circulares no Sinesp e em pós-graduações. Fundou o Rodanças, dedicado a estudos, viagens e pesquisas de mitos, danças e culturas.

Samba de Dandara

Samba de Dandara é samba de empoderamento e exaltação às mulheres sambistas, às grandes compositoras, às grandes intérpretes, às guerreiras do samba. A concepção de Samba de Dandara carrega o peso e a inspiração de Dandara, mulher negra, guerreira e referência histórica na luta contra a escravização. Carregar essa marca signifi ca enaltecer e promover a resistência feminina e negra sob a forma de uma representação musical que passeia por ritmos afro-brasileiros, sobretudo o samba em suas diversas vertentes, além de ijexás, afoxés, pontos de candomblé e umbanda. Fundada em 2012, a banda propõe debates sobre ancestralidade e protagonismo feminino no samba e na sociedade.

Mediadores

Douglas de Barros
Elisangela Machado
Joyce Mendonça

Pós‑doutorando em filosofia política na USP e doutor em ética e filosofia política pela Unifesp, é psicanalista e pesquisador da Fiocruz em tecnologias digitais e saúde. Ensaísta, colunista da Revista Cult e da Boitempo, dedica-se a temas de política internacional, ética e impactos das tecnologias na sociedade.

Consultora ESG e líder de projetos de impacto social, doutora pela UnB, atua há mais de 25 anos desenvolvendo estratégias e parcerias voltadas à sustentabilidade, governança, diversidade e inovação social. Defende a liderança orientada por propósito como ferramenta de transformação organizacional e social.

Consultora ESG e líder de projetos de impacto social, doutora pela UnB, com mais de 25 anos de experiência na criação de estratégias e parcerias voltadas à sustentabilidade, governança, diversidade e inovação social. Defende a liderança orientada por propósito como ferramenta de transformação organizacional e social.

Mafuane Oliveira
Wilson Bezerra
Nalva Moura

Atriz, educadora, escritora, pesquisadora e produtora cultural e mestre em Artes Cênicas. Idealizou a Cia. Chaveiroeiro, que conecta memória, oralidade e imaginação em projetos no Brasil e no exterior. Já se apresentou em países como Moçambique, Cuba, Colômbia e Espanha. É podcaster do UNICEF Brasil, roteirista e apresentadora.

Crítico literário, tradutor, poeta e romancista, com obras publicadas em diversos países. Sua tradução de Pele e Osso, de Luis Gusmán, foi finalista do Jabuti 2011, e o livro Vertigens (2015) recebeu o Jabuti na categoria “poesia, escolha do leitor”. Autor da primeira biografia de Horacio Quiroga em português (O Anarquista Solitário), lançada também no exterior, prepara atualmente a biografia de Alfonsina Storni e o livro Poemas Pretos.

CEO do Instituto Social Espaço Negro e coautora de Mulheres Negras no Conselho (2025). Mestre em Administração pela FECAP, tem formações na UCLA Anderson, Fundação Dom Cabral, IBGC, FIA e UFSCar. Idealizadora do Coletivo Mulheres de Raça e fundadora da Yalodê Consultoria.